segunda-feira, 4 de maio de 2015

02 - TEMPO DE SORTILÉGIO * Hino à Poesia





Etérea, a sua voz afaga os meus sentidos.

Silêncios de emoção perfumam as carícias

das noites estivais sulcando, diluídos,

as flores dos jardins suspensos das delícias.



São olhos-de-água e sede as pérolas brotando,

multímodas na cor, murmúrios de oração...

Suspiram madrigais as pétalas arfando,

sortílego rubor de encanto e sedução...



Em manto verde e fofo, a erva se espreguiça,

do chão, olhando o céu num êxtase absoluto...

A rima beija o verso e toda se derriça

no manso baloiçar de apetitoso fruto...



Meus olhos semicerro e as lágrimas caindo

escrevem no meu rosto este poema lindo...




José-Augusto de Carvalho
10 de Novembro de 2003.
Várzea, São Pedro do Sul

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