quarta-feira, 19 de outubro de 2016

11 - O MEU RIMANCEIRO * Isto é uma paródia!...


(QUE VIVA O CORDEL!)






Consigo trazem sempre a solução


Os donos da verdade são assim


Ficam vaidosos se dizemos sim


Ficam danados se dizemos não






Os donos da verdade não consentem


Sequer que se lhes peça um fundamento


Sequer o mais vulgar aclaramento


Protestam e trejuram que não mentem






E passam a olhar-nos de través


Como se fosse crime perguntar


Como se fosse crime reclamar


Sabermos em que chão pomos os pés






Eu quero que a verdade seja o pão


Pousado sobre a mesa e repartido


E dele comerei o meu quinhão


Que por direito é meu e me é devido.






Que sempre o que é verdade se revele


Sem artifícios e nenhum ornato


Se me dão lebre quero ver-lhe a pele


Gato por lebre nunca no meu prato








José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 19 de Outubro de 2016.

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