quinta-feira, 27 de outubro de 2016

02 * TEMPO DE SORTILÉGIO * A abóbada





Sempre vi esta abóbada assim:

um azul polvilhado de estrelas 

lucilando sinais para mim

e eu aqui sem poder entendê-las.



Desencontros fatais de evasão

a doerem de mais no meu peito.

O que faço do meu coração

na clausura do tempo imperfeito?



Se não posso ir além das tonturas

dos sinais, que me fique onde estou

e me baste este chão de planuras

onde sou e me cumpro e me dou.






José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 27 de Outubro de 2016.

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