quinta-feira, 13 de agosto de 2015

13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * Os olhos do dono...


«Os olhos do dono engordam o cavalo», aforismo que me chegou, na minha já distante adolescência, como de proveniência árabe, continua válido no seu real contexto e em muitos outros contextos.

Delegar competências é uma responsabilidade comum nos tempos actuais, comum e arriscada como muito bem se comprova no dia-a-dia.

Há afirmações do delegante distante da realidade, estas só possíveis porque o delegado «viu o cavalo» com «olhos» seguramente diferentes dos «olhos do dono do cavalo».

E estas situações nem sempre revelarão incúria do delegado, mas, apenas, uma percepção diversa ou relativizante da realidade.

Abordar esta questão é desagradável tal como será desagradável ler sobre ela. Efectivamente, constrange colocar alguém em xeque, talvez tanto como alguém que é colocado em xeque.

Pese embora, e muito, quanto antecede, é indubitável o imperativo que nos obriga a dizer que «o rei vai nu». Se o erro não for detectado, não mais será corrigido. E ninguém desejará viver no erro só porque constrange apontá-lo.

Hoje, é este registo que deixo à reflexão.

Saudações.


José-Augusto de Carvalho


Alentejo, 13 de Agosto de 2015.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

29 - ACÇÃO LITERÁRIA E CÍVICA * Fotos e Textos (Estremoz)

Na apresentação do livro «Pátria Transtagana» * Estremoz, 11 de Dezembro de 2014.

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Rosa Barros, Professora de Filosofia do Ensino Secundário e Bibliotecária 
do Agrupamento de Escolas de Viana do Alentejo, na Escola Rainha Santa Isabel, 
Estremoz, aquando da apresentação do livro «Pátria Transtagana».
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Na foto, da esquerda para a direita: O Capitão de Abril Coronel João Andrade da Silva, 
autor do prefácio; José-Augusto de Carvalho; Professora Rosa Barros; 
Professora Doutora Maria do Céu Pires, autora do posfácio.

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Na intervenção de José-Augusto de Carvalho

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Na intervenção do Capitão de Abril Coronel João Andrade da Silva

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A assistência, na maioria alunos.

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Dialogando eu e a Professora Doutora Maria do Céu Pires

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Eu e a Professora (Bibliotecária) Cláudia Marçal comentando 
o livro «Pátria Transtagana», depois da apresentação.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

25 - LIVRO TEMPO DE SORTILÉGIO * Mi Palomita!






Palomita, Palomita,

por que eres tú tan bonita?



Palomita, novia mia,

alas blancas de alabanza,

milagros de dulce danza,

embrujos de Andalucía



Adonde vas en tu vuelo,

en cielos de maravillas,

si me dejas de rodillas,

llorando acá en el suelo?



Palomita, no te vayas

en tus vuelos de ilusión!

Palomita, no te vayas,

que matas mi corazón!


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José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 31 de Julho de 2015.
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Com a preciosa revisão linguística de Nora Arias Alarcò,
querida Amiga argentina, de Buenos Aires.

sábado, 1 de agosto de 2015

27 - ÁLBUM DE RECORDAÇÕES * Fotos de Família


Eu, Duze Pereira de Carvalho e o Fiel, 1963, arredores de Lisboa.

13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * A fadiga e os princípios



Os anos que já vivi, os desgostos que carrego e o rosário de frustrações sociais que desfio (desfiamos?) causam-me uma fadiga difícil de suportar e mais difícil de debelar.


Dos anos, dos desgostos, das frustrações sociais não poderei mais livrar-me --- são parte integrante do meu percurso. Não poderei viver uma outra primavera e as perdas que sofri e provocaram os meus desgostos são irreparáveis. Quanto às frustrações sociais, será diferente porque aconteceram independentemente da minha vontade e nada nem ninguém poderá garantir-me que não se altere o concerto que as determinou. Se depois da tempestade vem a bonança, haja esperança!, que, segundo dizem, é a última a morrer. E não confundo aqui optimismo com esperança.

Na minha idade, posso dizer estar cansado já de esperar, tantas têm sido as frustrações sociais, mas concedo esta minha «fé» no ditado popular –- depois da tempestade vem a bonança. Que chegue a tempo!

O concerto das frustrações sociais decorre, muitas vezes, de acções e atitudes que muito ficaram a dever à postergação dos princípios particulares e gerais eticamente consagrados e reclamados pelo cidadania.

Nunca interesses materiais ou outros determinaram a minha entrega à cidadania. Para mim, a participação cívica é um imperativo. Outras vontades e outros concertos determinaram o meu afastamento. E esta minha postura não é exemplar único. Muitos se afastaram quando tiveram de afrontar essas vontades e esses concertos. A recusa é uma opção. Cidadão que sou, recusei caminhos que nunca foram os meus, que nunca serão os meus. Hoje, estou onde sempre estive. Afastado? Não, não estou afastado. Quando me chamarem os caminhos que sempre percorri, eu direi «presente!» Aos outros, direi sempre a famosa recusa, ainda que noutro contexto, do Poeta José Régio: «Eu não vou por aí!»

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José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 31 de Julho de 2015.