quarta-feira, 17 de agosto de 2022
16 - NA ESTRADA DE DAMASCO * Entre sombras
10 - CANTO REVELADO * Dos aedos
sábado, 13 de agosto de 2022
15 - CANTO REBELADO * Na voragem
sexta-feira, 15 de julho de 2022
16 - NA ESTRADA DE DAMASCO * As estrelas apagadas
terça-feira, 12 de julho de 2022
16 - NA ESTRADA DE DAMASCO * In extremis
terça-feira, 21 de junho de 2022
03 - ESTA LIRA DE MIM!... * As pétalas
quinta-feira, 9 de junho de 2022
16 - NA ESTRADA DE DAMASCO * Blasfémia?
16 - NA ESTRADA DE DAMASCO * Blasfémia?
domingo, 5 de junho de 2022
03 - ESTA LIRA DE MIM!... * As ruínas
sexta-feira, 3 de junho de 2022
09 - Livro CANTAREMOS * Revelação
Tu foste o princípio de luz.
De perfume e cor, num sagrado altar.
És a minha cruz,
onde vai rezar
o meu coração
fervorosa oração.
Sedutora flor do Jardim,
mulher ou poema, sonho encantador,
se em verdade existes e humana me tentas,
deixa-me pecar, amor!
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 1 e 2 de Julho de 2021.
09 - Livro CANTAREMOS * Menina e moça
Já morreram de desgosto as Primaveras.
Na corrente que é de pranto, do Xarrama,
foi levado para o mar, que longe chama,
o já morto rouxinol que Amor quisera.
Ai, saudades tantas da Menina e Moça!
Por que assim abandonaste o amado ninho
p´ra sonhares os enleios de arminho
e ousadias que nem Eros veja ou ouça?
São angústias idas, num sussurro instante,
as memórias que estas horas emolduram...
Soluçadas, as saudades amarguram...
Foi perdido o rouxinol que as ame e cante.
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, Junho de 2021.
09 - Livro CANTAREMOS * Sonho de Natal de uma menina
Neste noite de Natal e de magia,
coloquei na chaminé o sapatinho.
Já dormindo, vi Jesus e o que trazia:
a boneca que eu pedira, num carrinho.
Acordei sobressaltada e fui correndo...
E lá vi, na chaminé, o que sonhara:
a boneca no carrinho, agora lendo,
o pedido que ontem à noite eu lá deixara!
E chorei de gratidão, que bem me lembro!
Meu Jesus, a minha vida determina:
eterniza este Natal, este Dezembro,
e que eu fique, sem crescer, sempre menina!
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, Dezembro de 2021.
09 - Livro CANTAREMOS * Paisagem
Inocente e descuidado, o ribeirinho
vai correndo na planura sossegada.
Ensonado, põe-se o sol, devagarinho;
vai dormir mais uma noite descansada.
As estrelas, já no céu a lucilar,
outras olham divertidas a correr...
Rouxinóis e serenatas de encantar
trazem sonhos só de amor a florescer.
Rompe agora a madrugada; e a cotovia,
já traquinas, vem o dia anunciar.
Só não pára o ribeirinho a correria,
p'ra chegar até à praia e ver o mar!...
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, Dezembro de 2021
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
03 - Livro "Esta lira de mim!..." * Evocação
ESTA LIRA DE MIM!...
*
Evocação
Se penso em ti, o verbo se liberta.
Irrompe, cristalino, em água pura
que dessedenta, em êxtase e loucura,
febril, a minha boca entreaberta.
A minha sede de alma que mitigas...
E quero-a gota a gota mitigada,
para te ter em mim tão prolongada
que nunca mais de mim partir consigas...
E seres a minha alma casta e linda,
sonhar-te sempre assim mulher-menina,
enleio que esvoaça em cor e luz...
E que depois do fim te veja ainda,
encandeado em cor e tremulina
e sempre a bendizer a minha cruz...
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, Agosto de 2004..
03 - Livro "Esta lira de mim!... "* A visita
quarta-feira, 2 de junho de 2021
09 - Livro CANTAREMOS * Quero ser o passarinho...
terça-feira, 25 de maio de 2021
03 - ESTA LIRA DE MIM!... * Nas margens do Rio Xarrama
sexta-feira, 23 de abril de 2021
06 - TUPHY VIVE! * Amargura
A pedrada
certeira atordoa,
ainda hoje, a memória sofrida
do candor que existiu na lagoa
que foi vida na lenda esquecida.
Os
concêntricos círculos vários
agitaram as
águas tranquilas.
Que caminhos
de fim, arbitrários,
foram dores
na dor de supor admiti-las?
Era um dia sem luz nem cor primaveril,
dia triste
nos olhos chorados,
sob a sede
de inútil cantil,
já em cacos,
p'la turba calcados.
Dia triste
que triste trazia
a notícia
nos olhos chorados,
mensageira
que em fel se fundia
na mensagem
dos tempos negados.
Era a chaga
que ardia no peito
e perversa
matava o proscrito!
Era o peito
morrendo desfeito
na agressão
dum desígnio maldito.
E no lodo
que emerge, delira,
em suspiros obscenos,
a farsa…
Em suspiros que
nem a mentira,
sem pudor
nem decência, disfarça.
Tuphy Mass
A-A, Abril de 2021
domingo, 11 de abril de 2021
16 - NA ESTRADA DE DAMASCO * Oração
sábado, 10 de abril de 2021
05 - IN MEMORIAM * Movimento
MOVIMENTO
(A longa Marcha da Humanidade)
Para o SINAPSA, nesta data comemorativa,
esta modesta lembrança do associado
Desde o princípio a desbravar caminhos...
E sempre sobrevindo outros caminhos...
Do quanto recebi ao quanto dei
vai a distância, em défice, do insulto!
O templo do cifrão impõe o culto
e a força ardil e vil da sua lei!
A luta é desigual, mas não na essência...
E dói reconhecer nesta contenda
haver quer quem se alheie, quer se renda,
erguendo por destino a desistência!
Aqui, nesta trincheira, a dignidade!
As singularidades são plurais!
Se não hesitas, se não te retrais,
rejeita o culto e a lei da impunidade!
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 8 de Junho de 2001.
Este soneto inglês não foi publicado pela estrutura do SINAPSA por absoluta falta de espaço. O autor recebeu esta piedosa informação|justificação telefonicamente. No âmbito literário, foi a primeira e derradeira experiência do autor com o SINAPSA. Aqui fica esta memória,

















