quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
29 - ACÇÃO LITERÁRIA E CíVICA * Dia Internacional da Mulher, 2002
Nota: Canhestra mão escreveu prejuro. Por favor, ler perjuro. Aqui fica o meu pedido de desculpas. Obrigado.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
02 - TEMPO DE SORTILÉGIO * A súplica angustiada
Nas dobras do silêncio assim envolto,
calada continua a tua voz.
Não ouves o rugir do mar revolto,
que noite e dia vem chamar por nós?
Não vês por sobre as vagas as gaivotas
buscando verga firme onde poisar?
Não vês que dos confins emergem rotas
gritando que é preciso o navegar?
Desperta! Assim, não vês nem ouves nada!
Em que álgida renúncia te amarfanhas
de punição e lágrimas de sal?
Do longe chega a súplica angustiada:
Quem nos perdeu das terras das Hespanhas,
dos áureos areais de Portugal?
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 6 de Fevereiro de 2017.
/
(In livro em construção: "Tempo de Sortilégio")
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * O desaforo
Aos Autores antologiados não será solicitada nem oferecida nenhuma contrapartida para a participação na obra, não serão igualmente ofertados exemplares da mesma.
Todos sabemos que a escrita é anterior à actividade editorial.
Todos sabemos que a actividade editorial decorre da escrita ou, dito de outra maneira, sem autores não há editores.
Assente esta realidade que não oferece contestação, chega-me a surpresa absurda de uma editora convidar autores para colaboração numa amostragem de autores actuais, vulgo antologia, mas desde logo informando que esses mesmos autores não terão direito a receber um volume de oferta ou, mínimo dos mínimos, não terão direito direito a um volume a custo reduzido.
Ocorre, assim, esta situação: a editora recebe a colaboração, edita-a, comercializa-a e os autores recebem o prazer de ver os seus trabalhos editados.
Edificante!
Que imperativos legais impedem os autores de se associarem e combaterem este desaforo?
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 1 de Fevereiro de 2005.
Que imperativos legais impedem os autores de se associarem e combaterem este desaforo?
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 1 de Fevereiro de 2005.
13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * Os feriados
Advertência: o texto abaixo é de Dezembro de 2014. Ficam os considerandos sobre os feriados.
*
A questão dos feriados não poderá ser analisada com a leviandade que se anuncia e que prefigura uma ameaça grosseira à memória colectiva de um povo.
--- O 5 de Outubro não assinala, apenas, a implantação da República(1910); assinala, também, tanto quanto sei, a independência, no recuado século XII (1143);
--- O 1º. de Dezembro (de 1640) assinala a recuperação da independência perdida e não constitui qualquer afronta a Espanha;
--- O 14 de Agosto (de 1385), que deveria ser feriado e não é, vá lá a gente entender o porquê de tamanha desconsideração, assinala a manutenção da nossa condição de país independente na Batalha de Aljubarrota;
--- O 10 de Junho assinala Camões e a pátria imortalizada n'Os Lusíadas;
--- O 25 de Abril (1974) assinala a recuperação da dignidade perdida.
Que querem matar, afinal?
Os nossos maiores coram de vergonha! É esta afronta que devemos ao seu denodo e à nossa identidade?
Indignado, aqui fica meu protesto.
José-Augusto de Carvalho
29 de Dezembro de 2014.
Viana * Évora * Portugal
--- O 5 de Outubro não assinala, apenas, a implantação da República(1910); assinala, também, tanto quanto sei, a independência, no recuado século XII (1143);
--- O 1º. de Dezembro (de 1640) assinala a recuperação da independência perdida e não constitui qualquer afronta a Espanha;
--- O 14 de Agosto (de 1385), que deveria ser feriado e não é, vá lá a gente entender o porquê de tamanha desconsideração, assinala a manutenção da nossa condição de país independente na Batalha de Aljubarrota;
--- O 10 de Junho assinala Camões e a pátria imortalizada n'Os Lusíadas;
--- O 25 de Abril (1974) assinala a recuperação da dignidade perdida.
Que querem matar, afinal?
Os nossos maiores coram de vergonha! É esta afronta que devemos ao seu denodo e à nossa identidade?
Indignado, aqui fica meu protesto.
José-Augusto de Carvalho
29 de Dezembro de 2014.
Viana * Évora * Portugal
*
Importante: Não se incluem no texto acima os feriados internacionalmente consagrados: o 1º. de Janeiro, o 1º. de Maio e o 25 de Dezembro, na certeza, se é que vivemos em tempo de certezas, de que não serão objecto de represália.
*
Nota: Desenho do Escultor José Dias Coelho, resistente anti-fascista assassinado pela PIDE, na década de sessenta do século XX.13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * Considerandos

Recupero de texto já publicado a excelente frase de um meu conterrâneo: «Só todos juntos sabemos tudo.»
Arrisco afirmar que esta frase tem um alcance invulgar e, por isso mesmo, deveria figurar em todos os manuais de conduta.
Várias vezes, em conversas com gente da minha gente, encontro sugestões que considero de grande valia conducentes a aprofundar situações e a estudar soluções.
Evidentemente que estas conversas dificilmente chegarão ao conhecimento de quem conduz os nossos destinos colectivos.
E se aqui não discuto a legitimidade de quem tem o poder de decidir, já discuto a perda destas sugestões, até porque relevarão em valia muitas das decisões que são tomadas.
Todos sabemos ser tarefa de qualquer poder político a gestão quanto baste das necessidades correntes; mas também todos sabemos que qualquer força política tem a sua ideologia e desta decorrem definidas propostas de melhoria de uma qualquer situação em análise, das muitas situações que existem e que vão muito para além das supracitadas necessidades genéricas e correntes.
Por tudo isto, será de colocar estas interrogações:
Como chegámos aqui?
Por que chegámos aqui?
Será que o Povo aceita passivamente quanto o Poder Político decide?
Que motivos levaram o Povo ao distanciamento, ao afastamento da res publica?
Que motivos levaram o Povo a assumir posições claras nos actos eleitorais, quer abstendo-se, quer votando em branco, quer votando nulo, em percentagens relevantes?
Será que as forças políticas estão esticando a corda até esta se partir?
Será que as forças políticas se recusam a ver que estão deficientemente servindo a democracia --- Democracia enquanto Poder do Povo?
Se, etimologicamente falando, Democracia é igual a Poder do Povo, fica claro que democracia sem povo é coisa nenhuma. E é isto que me preocupa enquanto cidadão.
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 26 de Setembro de 2014.
13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * Posição
A minha identificação incondicional com o Homem de todas as latitudes, independentemente do credo, da cor, da raça, não me cerceia o dever de dignificar a minha condição de cidadão português e a língua portuguesa.
Serei modesto em conhecimentos, eu sei. Nem estou aqui pretendendo competir nesse campo ou noutros e muito menos pretendendo ensinar seja o que seja.
Estou aqui, sim, para verberar todos aqueles que supõem ter o poder de impor, em Portugal, qualquer língua estrangeira como meio de comunicação nacional.
Dizia o Poeta Fernando Pessoa: «A minha pátria é a língua portuguesa.» E eu subscrevo, sem reservas, esta sua afirmação, não por ser dele, mas por a considerar certa.
E esta minha postura em nada colide com a aprendizagem de outras línguas, aliás bem necessárias nestes tempos de hoje. Atribuir-me tamanho desaforo é confundir as coisas.
Evidentemente que há responsáveis por esta tentativa de menorização da língua portuguesa, a começar por alguns políticos, alguns comentadores e por aí adiante…
Muitos homens grados do passado, de Luís de Camões ao padre António Vieira, por exemplo, se revolverão no túmulo, indignados.
E também, no presente, muitos homens de mérito corarão de vergonha. Sei não estar sozinho ao subscrever esta postura.
José-Augusto de Carvalho
4 de Agosto de 2011.
Viana*Évora*Portugal
José-Augusto de Carvalho
4 de Agosto de 2011.
Viana*Évora*Portugal
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * Encruzilhada
Eu sei onde nasci, foi aqui, nestas planuras transtaganas, ao sol escaldante do meio-dia de um há muito passado dia do mês de Julho.
Hoje, sozinho, não sei onde irei morrer. Talvez aqui onde nasci, talvez nalguma lonjura perdida em algum recanto deste mundo.
O Padre António Vieira disse, e cito de cor, que os portugueses têm um pequeno país por berço e o mundo inteiro para morrerem. É uma grande verdade e não sei se eu irei demonstrar isso mesmo.
Pátria-cais de inquietação, quem irá saber onde cada um de nós irá rumar?
Pátria-cais de inquietação, quem irá saber onde cada um de nós irá rumar?
Pátria-desafio, quem irá saber o dia de amanhã?
Diz a sabedoria que a mais difícil procura é a interior, aquela angústia que nos leva à procura de nós mesmos.
Quiseram os fados que eu perdesse tudo quanto dava sentido à vida, à minha vida.
Diz a sabedoria que a mais difícil procura é a interior, aquela angústia que nos leva à procura de nós mesmos.
Quiseram os fados que eu perdesse tudo quanto dava sentido à vida, à minha vida.
Irão querer esses mesmos fados a minha renúncia? Por minha vontade, não.
Enquanto estamos vivos, há sempre um amanhã por haver. E porque assim é, eu quero ver esse amanhã. Traga o que trouxer, eu enfrentarei.
A vida é um caminho, logo temos de caminhar enquanto tivermos um sopro de vida. Virá o dia que descansaremos na berma do caminho e adormeceremos a interminável noite que nos espera. Sem dramatismos. E resistiremos enquanto houver memória de nós naquelas e naqueles que nos amaram. Depois, será o absoluto silêncio.
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 2 de Fevereiro de 2017.
José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 2 de Fevereiro de 2017.
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