sábado, 15 de agosto de 2015

28 - CLAVE DE SUL * O Cais



Para Maria Eugénio



Quando cheguei, o cais estava em festa.

O sol já deslumbrava ao meio-dia!

Nos campos calmos, uma paz honesta

que tudo envolve e mansa acaricia.



Esperavam por mim! Que terno abraço!

Que bom, na Vida, é sermos esperados!

Havia na corrente mais um laço!

Um laço entre outros laços apertados.



Cumpria-se a parábola dos vimes,

saber acumulado dos antigos...

Oh, Torre de Marfim, por mais que rimes,

rimar não sabes nuvens com castigos!...



Só este cais que tanto sofre e canta

cada manhã acorda e o sol levanta!





José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 15 de Agosto de 2015.




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

13 - NA PALAVRA É QUE VOU... * Os olhos do dono...


«Os olhos do dono engordam o cavalo», aforismo que me chegou, na minha já distante adolescência, como de proveniência árabe, continua válido no seu real contexto e em muitos outros contextos.

Delegar competências é uma responsabilidade comum nos tempos actuais, comum e arriscada como muito bem se comprova no dia-a-dia.

Há afirmações do delegante distante da realidade, estas só possíveis porque o delegado «viu o cavalo» com «olhos» seguramente diferentes dos «olhos do dono do cavalo».

E estas situações nem sempre revelarão incúria do delegado, mas, apenas, uma percepção diversa ou relativizante da realidade.

Abordar esta questão é desagradável tal como será desagradável ler sobre ela. Efectivamente, constrange colocar alguém em xeque, talvez tanto como alguém que é colocado em xeque.

Pese embora, e muito, quanto antecede, é indubitável o imperativo que nos obriga a dizer que «o rei vai nu». Se o erro não for detectado, não mais será corrigido. E ninguém desejará viver no erro só porque constrange apontá-lo.

Hoje, é este registo que deixo à reflexão.

Saudações.


José-Augusto de Carvalho


Alentejo, 13 de Agosto de 2015.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

29 - ACÇÃO LITERÁRIA E CÍVICA * Fotos e Textos (Estremoz)

Na apresentação do livro «Pátria Transtagana» * Estremoz, 11 de Dezembro de 2014.

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Rosa Barros, Professora de Filosofia do Ensino Secundário e Bibliotecária 
do Agrupamento de Escolas de Viana do Alentejo, na Escola Rainha Santa Isabel, 
Estremoz, aquando da apresentação do livro «Pátria Transtagana».
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Na foto, da esquerda para a direita: O Capitão de Abril Coronel João Andrade da Silva, 
autor do prefácio; José-Augusto de Carvalho; Professora Rosa Barros; 
Professora Doutora Maria do Céu Pires, autora do posfácio.

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Na intervenção de José-Augusto de Carvalho

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Na intervenção do Capitão de Abril Coronel João Andrade da Silva

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A assistência, na maioria alunos.

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Dialogando eu e a Professora Doutora Maria do Céu Pires

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Eu e a Professora (Bibliotecária) Cláudia Marçal comentando 
o livro «Pátria Transtagana», depois da apresentação.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

30 - ...E CONTIGO EU MORRI NESSE DIA * Mi Palomita!






Palomita, Palomita,

por que eres tú tan bonita?



Palomita, novia mia,

alas blancas de alabanza,

milagros de dulce danza,

embrujos de Andalucía



Adonde vas en tu vuelo,

en cielos de maravillas,

si me dejas de rodillas,

llorando acá en el suelo?



Palomita, no te vayas

en tus vuelos de ilusión!

Palomita, no te vayas,

que matas mi corazón!


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José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 31 de Julho de 2015.
*
Com a preciosa revisão linguística de Nora Arias Alarcò,
querida Amiga argentina, de Buenos Aires.