Caminho, decidido, enquanto o tempo der,
na passada medida
de quem sabe, à partida,
que terá de chegar até onde puder.
Desafio a borrasca.
Inclemente me alaga a chuva que derrama.
E este frio que enregela, a doer! E esta lama
que, pastosa, me atasca!
Mas decidido vou, enquanto o tempo der,
até onde puder!
Setembro de 2001/Setembro de 2010
Viana*Évora*Portugal
sábado, 4 de outubro de 2014
07 - CALEIDOSCÓPIO * Mandamento
Ser decente é a base.
É a partir daqui,
desta básica frase,
que se escolhe a jornada.
Esta, livre escolhi.
Ainda que percalço ou dúvida te atrase,
à chegada,
esperarei por ti.
6 de Setembro de 2001.
Viana*Évora*Portugal
07 - CALEIDOSCÓPIO * Camões
Meu Poeta Maior, altura da vertigem!
Do tempo que passou ao tempo que se apresta
e que outro há-de gerar,
a nódoa ignara e vil, a mesma desde a origem,
insiste em te negar!
Esta gente não presta!
5 de Setembro de 2001.
Viana * Évora * Portugal
07 - CALEIDOSCÓPIO * O cavalo de D. Fuas
O cavalo de Dom Fuas
só por milagre gravou
(diz a lenda) a ferradura
no penhasco onde estacou.
E é milagre que perdura!
No negrume de alcatrão
que atapeta as nossas ruas,
sem milagre, qualquer cão
grava as fofas patas nuas...
E assim vai a involução,
nas garras da negação...
5 de Setembro de 2001.
Viana*Évora*Portugal
Imagem Internet, com a devida vénia.
só por milagre gravou
(diz a lenda) a ferradura
no penhasco onde estacou.
E é milagre que perdura!
No negrume de alcatrão
que atapeta as nossas ruas,
sem milagre, qualquer cão
grava as fofas patas nuas...
E assim vai a involução,
nas garras da negação...
5 de Setembro de 2001.
Viana*Évora*Portugal
Imagem Internet, com a devida vénia.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
02 - TEMPO DE SORTILÉGIO * Malmequer/Bem-me-quer
Como se fosse um frágil malmequer,
meu peito despetalo sem perdão.
Doendo, em sangue, digo: bem-me-quer…
E a pétala, ferida, cai no chão.
E prosseguindo, digo: mal-me-quer...
Que sinto e quero assim em provação?
Inalo este perfume que me fere
num rito fantasmático e pagão.
E despetalo todo o malmequer.
Um manto agonizante cobre o chão.
Não mais nem malmequer nem bem-me-quer.
A tarde cai. Na mansa viração,
que aveludado afago de mulher
enxuga o pranto do meu coração?
José-Augusto de Carvalho
2 de Outubro de 2014.
Viana * Évora * Portugal
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
07 - CALEIDOSCÓPIO * Destino
Quando a morte me levar,
duas vezes vou morrer:
uma p'la vida deixar;
outra, amor, por te perder.
Lisboa, 1962
07 - CALEIDOSCÓPIO * Verificação
E assim estamos... Estamos?
E assim vamos... Vamos?
E o baile mandado continua!
José-Augusto de Carvalho
7 de Abril de 2006.
Viana*Évora*Portugal
Subscrever:
Mensagens (Atom)






