Mostrar mensagens com a etiqueta 08-Cantaremos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 08-Cantaremos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de março de 2015

08 - CANTAREMOS * Minha Pátria Transtagana










Para Norte corre o Sado;


e para Sul, o Odiana.

Sol a pino, incendiado!

Arde a Pátria Transtagana!



Minha Pátria Transtagana!

Ai, terras do Al-Ândalus,

de versos de porcelana

e rimas de ponto-cruz!



São rimas de ponto-cruz

em versos de porcelana...

Ai, Terras do Al-Ândalus!

Minha Pátria Transtagana!



Não quero luto nem choro

quando eu morrer, Pátria amada!

Quero que cantem em coro

«Rosa branca, desmaiada»!


*

José-Augusto de Carvalho
4 de Março de 2015.
Viana*Évora*Portugal

*

Nota: Esta cantiga é uma adaptação do poema "Pátria Transtagana", da colectânea com o mesmo título, editada em Outubro de 2014.

*

Talvez projecto, exactamente por ser uma pretensão lançada assim desamparada, é a tentativa de apresentar textos inéditos que poderão enriquecer (?) o património dos cantares populares do Alentejo. Que valha a intenção.

08 - CANTAREMOS * A moda da madrugada






Venho dos longes da Vida,



com este passo seguro,



sempre de cabeça erguida

desafiando o Futuro.



Nas horas amarguradas,

que na vida conheci,

ganhei forças renovadas

para sempre estar aqui.



Para sempre estar aqui,

ganhei forças renovadas

nas horas amarguradas

que na vida conheci.



Enquanto a vida for vida,

hei-de ser a caminhada

que acende na noite escura

o raiar da madrugada.



*

José-Augusto de Carvalho
23 de Abril de 2006.
Viana*Évora*Portugal

*
Talvez projecto, exactamente por ser uma pretensão lançada assim desamparada, é a tentativa de apresentar textos inéditos que poderão enriquecer (?) o património dos cantares populares do Alentejo. Que valha a intenção.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

08 - CANTAREMOS * A minha história




Já estava no meu posto
quando o dia mal rompia…
E, o patrão, a contragosto,
ao sol-pôr, findava o dia…


Para além de água e de pão,
tive sede e tive fome,
que também se bebe e come
quer Justiça, quer Razão…

De Justiça e de Razão,
que também se bebe e come,
tive sede e tive fome
que não só de água e de pão…


Engelhado de cansaço,
hoje, sou esta memória…
Se na vida apenas passo,
que não passe a minha história…



José-Augusto de Carvalho
4 de Abril de 2006.
Viana*Évora*Portugal

Talvez projecto, exactamente por ser uma pretensão lançada assim desamparada, é a tentativa de apresentar textos inéditos que poderão enriquecer (?) o património dos cantares populares do Alentejo. Que valha a intenção.

08 - CANTAREMOS * Cantilena




Nos versos desta cantiga
quisera a mesma emoção
que existe em qualquer espiga:
vida com sabor a pão.


Outono, terra lavrada!
Benditas primeiras águas!
Na sementeira adiada
só medram angústia e mágoas.

Só medram angústia e mágoas
na sementeira adiada...
Benditas primeiras águas!
Outono, terra lavrada!


Planuras desalentadas.
Perdido Maio maduro...
Nas terras abandonadas,
que presente, que futuro?


*
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 10 de Abril de 2013.
*
Talvez projecto, exactamente por ser uma pretensão lançada assim desamparada, é a tentativa de apresentar textos inéditos que poderão enriquecer (?) o património dos cantares populares do Alentejo. Que valha a intenção.

08 - CANTAREMOS * Moda do poço




Neste poço há uma nora
de alcatruzes de saudade,
onde ainda o tempo chora
o candor de Xerazade...


A princesa muçulmana
sobrevive enfeitiçada
nestas terras de Viana,
numa nora abandonada...

Numa nora abandonada,
nestas terras de Viana,
sobrevive enfeitiçada
a princesa muçulmana...


É quando o vento suão
até à sombra assa canas,
que dói mais a solidão
nas terras alentejanas.



José-Augusto de Carvalho
6 de Abril de 2006.
Viana*Évora*Portugal
*
Talvez projecto, exactamente por ser uma pretensão lançada assim desamparada, é a tentativa de apresentar textos inéditos que poderão enriquecer (?) o património dos cantares populares do Alentejo. Que valha a intenção.